
Soure no inicio do século XX. Parece ter sido tirada no período do círio da cidade. Detalhe para as mangueiras ainda bem jovens.
Fonte : Acervo familiar.
O Álbum dos Juvêncios é um olhar sobre a Província do Pará do século XIX e início do XX. Através dele se deslumbrará um pouco da história da província e dos homens que a fizeram. O Álbum é inspirado em uma série de artigos publicados no final do século XIX pelo bacharel Demétrio Bezerra da Rocha Moraes, em que expunha a vida dos políticos do partido de oposição.



Ontem, 13 de abril, comemorou-se os 140 anos da fundação da Escola Normal do Pará. Esta instituição de ensino nasceu no governo do presidente da província Joaquim Machado Portela pela lei 669, de 13 de abril de 1871, com o intuito de desenvolver e propagar a educação dentro da província.
A Escola Normal foi durante muitos anos referencia dentro do Estado, tendo como docentes os mais ilustres professores como o Dr. Temístocles Álvares de Araujo, João Paulo de Albuquerque Maranhão (Cadeira de Literatura), Deodoro Machado de Mendonça,(História Universal) Aldebaro Cavaleiro de Macedo Klautau (Álgebra), Sarah Ribeiro de Araujo (Lente de Francês) e Elias Augusto Tavares Vianna (O mestre dos Mestres, Catedratico de Didática e Psicologia Pedagógica).
A importância de se estudar na Escola Normal e de receber a educação por parte destes eruditos do Pará era manifestada na própria festa de formatura destes alunos, que muitas vezes era realizada no Teatro da Paz, no tradicional “Baile do Adeus”, onde o traje estabelecido era o “de Rigor” com as formandas vestidas em trajes de baile e levando bouquets e os rapazes com “Summer jacket”.
De acordo com a Folha do Norte de 8 de abril de 1945 a formatura deste ano foi “ A maior festa educacional do Pará”, tendo sido a missa realizada na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, com celebração de D. Mario e a entrega dos Diplomas no teatro da Paz, que teve como paraninfo da turma o mestre dos mestres o Dr. Elias Vianna.
Nas palavras de Clóvis Moraes Rego: “Era inegavelmente a maior festa educacional do Pará. A Escola era realmente um grande templo do Saber. Seus mestres extraordinários Apostolos do Ensino. O titulo de normalista, um privilegio. A Vida estudantina, um doce enlevo.” (A Antiga Escola Normal do Pará - Separata da Revista de Cultura do Pará - Ano 2 - nº 6 e 7 - JAN/JUN de 1972)
Hoje as noticias que temos são de facadas, tiroteios e mortes nas nossas escolas... Tempo volta pra trás!

Antonio Gonçalves Nunes foi agraciado com o titulo de Barão de Igarapé-Merim no dia 3 de março de 1883, pelos serviços prestados na questão da colonização estrangeira no Pará.
Com o intuito de guardar na memória os seus honrosos títulos mandou confeccionar o seu Brasão de Armas.
Nas próprias palavras do Barão encontramos a explicação do Brasão:
“ Campo verde referente ao lençol da eterna verdura que cobre a região Amasonica na qual vive o agraciado.
Escudo partido diagonalmente pela faixa, sendo a parte superior delle dominada pelo symbolo da religião do agraciado e, na inferior derrama um aquário o rio Igarapé-merim, o qual , depois de banhar a Villa de mesmo nome beija, alem, em uma de suas bifurcações, o engenho, para cannas, de que é proprietário o agraciado.
E tudo encimado pela coroa de Barão.” ( Carta para Rodrigues da Costa, solicitando a fabricação de Louças e Vitros do Brasão em França)
Fotografia de Fidanza, F. A. - 1875 - Esquina da Igreja das Mercês (Coleção Alphons Stübel. Acervo Leibniz-Insrirut Für Länderkunde)