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| Acervo VS/MUF - Semana Ilustrada |
O Álbum dos Juvêncios é um olhar sobre a Província do Pará do século XIX e início do XX. Através dele se deslumbrará um pouco da história da província e dos homens que a fizeram. O Álbum é inspirado em uma série de artigos publicados no final do século XIX pelo bacharel Demétrio Bezerra da Rocha Moraes, em que expunha a vida dos políticos do partido de oposição.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Novo Chefe de Policia 1887
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
OS ANISTIADOS DA CABANAGEM
A administração do Brigadeiro Francisco José de Sousa Soares Andréa[i], foi marcada pelo caráter forte do militar e pela sua determinação de eliminar todos os focos, ainda existentes de movimento cabano, não poupando nenhuma medida para alcançar seus objetivos.
O Brigadeiro ficou conhecido como o pacificador do Pará, porem ao alto custo de um verdadeiro genocídio na floresta amazônica, acompanhado de uma numerosa leva de presos que todos os dias chegavam a capital da província ou eram mantidos nas cadeias das vilas.
Apesar da aparente paz o novo governador da Província, Bernardo de Sousa Franco, encontrou uma estabilidade baseada nas armas em punho, que não lhe agradava por considerar que deste modo jamais se poria fim ao conflito, que ainda mantinha alguns focos do interior do Amazonas.
Diante deste quadro resolveu solicitar ao governo imperial uma anistia excepcional para a Amazônia, que foi concedida, por portaria, no dia 4 de novembro de 1839, fazendo com que centenas de cabanos depusessem as armas.
Em meio a essa política, decretou a anistia de dezenas de homens que se encontravam nas cadeias dos interiores, dando um primeiro passo para a finalização total do conflito através de meio pacíficos.
Abaixo vejamos a relação dos presos anistiados pelo presidente da província, em decorrência do decreto de 4 de novembro de 1839[ii].
· Manoel de Assunção Gonçalves – Igarapé-miry
· Anacleto Raimundo da Silva Passos – Belém
· Maximo José – Belém
· João Caetano de Souza Barreto – Santarém
· Geraldo do Sacramento – Belém
· João Ignacio – Guamá
· Fillipe Marques Benicio – Cintra
· Custodio Honorato do Nascimento – Belém
· Manoel Antonio Coelho – Muaná
· Florêncio da Silva Cravo do Amazonas - Belém
· Manoel Pedro Duarte – Guajará-assú
· Raimundo José Correa – Carnapijó
· Joaquim Antonio da Silva – Certão
· Victorio José Freire - Guajará-assú
· Nicolau Jozé – Taiassuhi
· Luiz Monteiro d’Amorim – Turi-assú
· Izidro Pereira – São Domingos
· Miguel Arcanjo do Nascimento – Marajó
· Antonio de Espinoza de Brito Falckman – Belém
· João José da Lira Mininea – Belém
· Januario Luiz Brito – Capim
· Agostinho Antonio – Igarapé-miry
· José Antonio – Maguary
· Izidro Antonio – Guamá
· João da Silva Barros – Camutá
· Bartholomeu Jozé Vieira – Ceará
· José Pedro Leal – Maguary
· Antonio da Vera Cruz – Cintra
· Dionizio dos Santos – Ourem
· Manoel Raimundo Alves da Cunha – Acará
· Antonio de Mello Garcia – Santarém
· João Antonio Ribeiro Ferreira – Igarapé-miry
· Domingos Azere Rodrigues Piminhangaba – Capim
· João Pedro, mulato
· Domingos do Espírito Santo Coelho – Muaná
· Francisco Pedro Martins Cardozo – Belém
· João Vicente Ferreira – Belém
· Cyrilo Antonio – Belém
· Francisco Antonio Montanha – Marajó
· Lourenço Justiniano – Jurupaia
· Joaquim José Pinheiro – Irituia
· Antonio Luiz de Souza – Abaité
· Pedro Fernandes de Souza – Guamá
· Francisco de Paula Mattos Grillo – Muaná
· Estevão Fernandes da Ponte – Vigia
· João Maria de Jezus – Vigia
· Victorino Antonio – Carnapijó
· Simão Antonio d’Oliveira – Monte Alegre
· Jeronimo Antonio das Costa Furtado – Belém
· Ignacio Caetano Ribeiro – Vigia
· Manoel de Oliveira Pantoja – Barcarena
· Luiz da Rocha de Sousa Lima – Santarém
· Antonio José Gomes – Belém (foi solto no Rio de Janeiro)
· Antonio Bernardo de Souza Junior – Barcarena
· Antonio Ciriaco Coelho – Muaná
· João Francisco de Souza Mangallá – Belem
· Eleuterio Jozé – São Domingos
· Florencio da Silva Cravo – Muaná
· João Capristano do Valle – Villa Nova
· Manoel Pereira das Chagas – são Caetano
· Francisco Pedrozo de Moraes Pinto - Bujarú
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Exportação da Província do Grão Pará
Cravo
Salsa parrilha
Urucú
Arroz pilado
Arroz em casca
Borracha fina
Borracha entrefina
Borracha grossa
Borracha sernamby
Cacau
Farinha de Tapioca
Óleo de copaíba
Castanhas
Castanhas sapucaias
Algodão
Grude de Diversos peixes
Piassaba em rama
Couros salgados
Couros secos
Cumaru
Açúcar
Leite de seringa liquido
Gomma copal
Estopa
Puxiry
Chifres de boi
Guaraná
Sebo
Ossos
Pelles de animais
Caxaça
Diferentes madeiras
Qualquer semelhança com a nossa atual pauta de exportação é mera coincidência ... somente falta acrescentar os minerios e o açaí.
sábado, 11 de abril de 2009
Sabbado d'Aleluia
quarta-feira, 18 de março de 2009
VILLA DE SOURE - 1874
"Esta pequena villa, situada ao lado esquerdo á entrada, do Igarapé-grande, na ilha do Marajó, resente-se infelizmente de muitos males, devido a sua nenhuma importância política, porque apenas da um eleitor.
Não há quem tome interesse por essa Villa, alias de boa situação topographica, em logar alto e secco, clima agradável, ventilação constante e com excellentes banhos.
A intriga, segundo informações uniformes, reina sempre entre os habitantes.
A igreja está indecente no interior, devido isto a falta de vigário; a casa da camara e cadeia ficam n’uma aba da mesma igreja, sendo aquella tam acachapada e abafadiça, que dizem a tempos haver ali morrido de asphixia um cidadão jurado, e esta, a cadeia, uma immunda enxovia com grade de ferro na janella da frente, e tapagens de estacas de acapu na abertura detráz!
Póde-se, pois, dizer que não tem casa de camara e cadeia.
Não há igualmente uma ponte de desembarque, coisa urgentemente necessária , e que a assembléia provincial, com menos justificação, já concedeu para o Mosqueiro, que no entanto é uma simples freguezia.
A iluminação das ruas é feita com kerosene em lampiões do antigo systema, e á custa dos particulares.
Entretanto a Villa é bonitinha, tem já muitas casas de telha, algumas de duas salas com a fachada bem arranjadinha, sobressaindo entre todas o elegante palacete do Sr. Major Francisco Bezerra da Rocha Moraes, abastado fazendeiro e proprietário em Soure..."
Extraído do periódico a Regeneração de 23 de agosto de 1874
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Os Hebraicos Vendilhões
“ Chama-mos a attenção da nossa Policia sobre esses Hebraicos Vendilhões que com a maior sem cerimônia entrão pelos corredores das cazas particulares, como se entrassem nas suas próprias: é um abuzo que, ao nosso ver lhe deve ser prohibido, por que não contentes de profanarem a moradia dos cidadãos tratão-nos inda de mais a mais indecorosamente, como se tratassem qualquer muleque.
... e eles que com honrosa excepçães costumão ter unhas na palma das mãos, se como disse acontece de estar a caza só La vai indo pegando na tal unha alguma cousa que por accaso esteja menos bem arrecadada...”
Vendedores de porta. Hoje reclamamos tanto das ligações e dos vendedores on-line, imagina o que falaríamos destes!?
domingo, 4 de janeiro de 2009
Roubo no Pará
“ROUBO NO PARA
As folhas da capital da província do Pará occupavam-se detidamente com o extravio de cerca de 200:000$, que se reconheceu ter havido na thesouraria geral daquella província e é attribuido ao 1º escripturario da mesma thesouraria, Francisco Xavier do Espirito Santo.
A questão relativa ao estellionato e á responsabilidade dos empregados que foram envolvidos na occurencia da camara municipal em outubro do anno que terminou, esta em andamento; o tribunal da relação já confirmou os despachos de pronuncia proferidos pelo juiz de direito do 1º districto contra os indiciados J. Galdino Silva, ex-secretario, Antonio Dias Guerreiro Junior, ex-official maior, considerando apenas como complice o ex-procurador Francisco de Salles Freire de Mello Barata, pelo que este obteve fiança e tem que ser julgado solto no respectivo jury.
Há pois actualmente no Imperio – roubo no Pará; roubo na Alfandega de Santos; roubo na camara municipal de Belém; moeda falsa e contrabando no Rio Grande do Sul, contrabando de trapos por sacos na própria Alfandega do Rio de Janeiro.
Cá e Lá más fadas há.”
Isso era e ainda é o Brasil, o Pará e Belém.....
