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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Novo Chefe de Policia 1887




Acervo VS/MUF - Semana Ilustrada




Essa é uma Charge de dezembro de 1887, da chegada do Dr Antonio Bezerra da Rocha Moraes quando ele é chamado pelo governo central para assumir a Chefia de Policia do Pará, com o intuito de tentar diminuir a ladroagem... Ele já tinha andando por estas funções e era conhecido pelo seu gênio (mesmo que eu prefira a palavra feitio) um pouco estourado e reto.
Alguns anos antes já tinha feito uma limpeza na criminalidade da cidade. Será que ainda conseguimos ovacionar os nossos Chefes de Policia?



terça-feira, 28 de junho de 2011

Um Artigo do Dr. Gilmancio

Hoje resolvi transcrever um dos artigos do autor original do Álbum dos Juvêncio, o Dr. Demétrio Bezerra da Rocha Moraes, que assinava com o pseudônimo de Gilmancio.
Dr. Demétrio era um dos membros do partido Liberal e fazia forte oposição aos membros do partido conservador, estando entre um dos seus principais inimigos o Dr. Heraclio Vespasiano Fiock Romano, a quem esta carta é dirigida.

                                                              Ao sr. Dr. Juvencio Fleck

                                                                                  Quem tem a roupa rasgada não se expõem ao frio
                                                                                                                                                                                                        Gilmancio

Agradecido a v. exc. pela graciosa atenção com que me fez notar as faltas e omissões do meo álbum, devo confessar que, tendo escrito sobre a perna e circunscripto ao rodapé deste jornal, somente procurei apanhar os traços gerais do caráter de v. exc. Não pretendi escrever a sua biografia completa; ainda é muito cedo, v. exc. está moço. Mas se v. exc. deseja que desde já sejam dadas a publicidade as bases da celebração do seo centenário, eu o farei sob as suas vistas.
Por exemplo, v. exc. me dirá se eu devo falar do azar que arrebata durante a noite aquillo que a gente arranja durante o dia. Se devo tratar daquela audaciosa esperteza que a velha Gertrudes denunciou ao chefe de policia. Se sera proveitoso contar a historia daqueles terrenos que certo cavalheiro fez cercar por engano e d’aquelles outros que o mesmo cavalheiro deo a registros sito, em Marajó. Se convirá que eu diga o que significa um fiock entre os garotos & & &.

Todas estas cousas darão um grosso volume, mas prometo escreve-lo com toda consciência, em 15 dias.

Aposentado com casa mesa e luz, sobra-me tempo para procurar as razões pelas quaes v. exc. não tem aposento nem garrotes para capar.
Veja v. exc. quanto é melhor caçar dotes do que esperar o chorrilho das sortes.
Veja v. exc. quanto é melhor capar garrotes do que capar as paradas com medo do doublé.
Emfim exm. Sr., o meo particular amigo David Freire que eu muito estimo e aprecio, pedio-me que protestasse contra a afirmação de v. exc. no que se refere aos negócios da alfandega.
Diz ele que v. exc. quando veio para esta província já era homem feito,
                                                                                     De v. exc. admirador
                                                                                                                          Gilmancio

Fonte: Liberal do Pará – 14 de maio de 1882

As disputas dos políticos de hoje, são mera brincadeira de criança perto das insinuações e ofensas proferidas nessa época.

sábado, 13 de novembro de 2010

A Biografia Negra de Demetrio Bezerra

Nesta ultima eleição, vimos todos os tipos de acusações feitas pelos candidatos, tanto em suas vidas públicas, quanto privadas, e nesta era de tecnologia, a internet foi um dos veículos mais utilizados para denegrir a imagem dos adversários.


Ocorre que não é um fenômeno novo, desde o inicio da política no Brasil é assim...

Para mostrar, resolvi publicar esse conjunto de acusações feitas ao político Demetrio Bezerra da Rocha Moraes, que foi o inspirador deste Blog.


O inicio dos trabalhos da assembléia provincial, referentes ao ano legislativo de 1882, foi marcado por uma verdadeira anarquia, beirando o pandemônio, onde não existia entendimento entre os partidos e cada qual tentava, a todo custo, aniquilar o outro. As comissões verificadoras, acabaram por cassar o mandato de 5 membros do partido liberal, inclusive o Dr. Demetrio Bezerra da Rocha Moraes, por considerar irregulares as suas votações. Deste modo, presidida pelo Cônego Manoel de José de Siqueira Mendes, a Assembléia provincial era majoritariamente do partido Conservador.

Logo após a cassação dos mandatos dos liberais, começou a ser publicado nos veículos de comunicação do partido Liberal, em especial o jornal, O Liberal do Pará, uma seria de artigos assinados com o pseudônimo de Gilmancio. Neste artigo se nomeou os conservadores de Juvêncios e se iniciou a publicação de uma serie de biografias dos “Juvencios” do partido Conservador. Eram artigos de caráter difamatório, que punham em causa a integridade e respeitabilidade dos membros deste partido.

Em menos de 10 dias, já corria pela cidade que o Gilmancio, era ninguém mais ninguém menos, que o Dr. Demetrio Bezerra da Rocha Moraes. Este inicialmente negou o fato, publicando artigos em sua defesa, mas em poucos dias deixou de se defender, o que levou a uma confissão tácita.

Gilmaco em uma de suas correspondências para Fiok Romano assim afirma:

“ Aposentado, com casa mesa e luz, sobra-me tempo para procurar as razões pelas quaes v. exc. Não tem aposentos nem garrotes para capar. Veja v.exm. quanto é melhor caçar dotes do que esperar o chorrilho das sortes.”[1]

Era tudo o que seus adversários queriam para iniciar uma serie de ataques. Com esse seus comentários, um velho murmúrio da cidade rapidamente voltou a tona : o seu casamento com a filho do Sr. Dr. Antonio Gonçalves Nunes.

Já em 1881, poucos meses depois de seu casamento, a disputa com seu irmão, bacharel Antonio Bezerra e com os Cardoso de Soure, trouxe ao publico, a suposta mesada e pensão, concedida pelo Dr. Nunes , ao seu genro.

Nas palavras de Fionk Romano:

“Dr. Demetrio Bezerra... decidio-se a casar para ter casa, meza e luz e ...algumas cositas mais!!... viver as custas alheias na casa de seu sogro..”[2]

Era um historia, já antes citada, por seus adversários que rapidamente voltava a boca do povo, através das paginas do jornal do partido Conservador. Seu casamento e os fatos que o circundavam, sempre serão uma arma nas mãos de seus inimigos. Fionk Romano afirma:

“...o sr. Dr. Demetrio Bezerra, levava uns restos de homem, com um sujo pergaminho de bacharel em direito, o outro dava-lhe um dote...muito dinheiro !!”[3]

Ainda:

“...os requisitos de uma celebre carta anti-nupcial...”[4]

Mais o que mais dava munição para os conservadores era, mesmo vivendo à custa, do sogro e na casa do mesmo, não respeitava, nem a este nem a esposa, e continuava a manter uma família paralela.

“...sustenta uma casa de família à rua dos Martyres que tem a seu cargo !!”[5]

Não duvidavam mesmo que seria capaz de por em suas crônicas, sobre o pseudônimo de Gilmancio, o retrato de seu sogro, no Álbum dos Juvencios, uma vez que mesmo afastada a 9 anos da Assembléia e somente retornado neste ano, o Dr. Nunes era um lendário membro do partido conservador.

O próprio Dr. Nunes não foi poupado, e insinuações foram feitas ao seu respeito e a origem de sua fortuna.

Existi ainda uma outra duvida a circular, o que tinha feito o Dr. Demetrio com o dote pago por seu sogro?

“...Caloteou a quem pode com protesto de pagar, quando recebesse o dote de seu casamento!!!...”

E passado quase um ano deste pagamento:

“...ate os objetos da toilettes de seu casamento estão por pagar...”

Rapidamente o passado do Dr. Demetrio começou a fazer parte dos tablóides e velhas historias murmuravam :

“...a celebre doação feita por um demente e outras cositas mais!!...”

“...as peripécias do roubo dos autos do cartório do escrivão Lima..”

Este último, fazendo referencia o desaparecimento de uns autos de uma ação movida contra o finado Comendador Acatauassu, do cartório do escrivão Marcellino M . Lima, do qual este teve que pagar o valor de 4 contos de réis pelo sumiço.

“O Dr. Demetrio tem queda para viver á custa alheia...”[6]

Fazia-se referencia isso a um antigo caso que possuiu antes de casar, com uma conhecida meretriz da cidade de Belém:

“... esteve à soldo de uma meretriz..”[7]

“...Antes de achar a casa de seu sogro... teve a fortuna de encontrar uma pobre mulher que lhe fornecia casa, mesa , luz e ate dinheiro para sustentar seus vícios...”[8]

“Nunca Alexandre Dumas Filho poderia encontrar melhor executor do papel de Armando com Margarida Gauthier, na Dama das Camélias, do que o Sr. Dr. Demetrio com a sua Tété...”

Para piorar as coisas, neste mesmo período, certos incidentes vão ocorrer em Soure, e as atitudes tomadas pelo Dr. Demetrio serviram ainda mais para a chuva de criticas , que lhe direcionavam.

Em um artigo de 20 de maio de 1882, publicado no Liberal do Pará, Dr. Demetrio sai em defesa do 2° suplente do juízo de Soure, Dr. Justino Machado de Miranda, acusando de arbitrariedade, tanto o prefeito como outros elementos da administração de Soure, que haviam emitido mandado de prisão para este senhor. Nada pareceria estranho se não fosse as circunstancias e os motivos que levaram a esta ordem de prisão.

Dr. Justino Miranda, deflorou sua jovem cunhada Izabel, irmã de sua esposa, de apenas 17 anos de idade, e conseqüentemente a engravidou, sendo que a jovem era órfã, e era tutelada pelo mesmo, sendo ele também o representante da jovem no processo de inventario que se abria em relação aos bens deixados por sua mãe.

Procurando minimizar o escândalo, resolveu retira-se de Soure, para uma de suas propriedades nos arredores da cidade, juntamente com sua família, incluindo a jovem cunhada, ao qual era tratada como uma segunda esposa. Levava também uma escrava, ao qual havia, em parceria, com sua esposa, concedido a liberdade. Dias depois a ordem de prisão, lhe chega as mãos. Nesta ordem a acusação de roubo de escrava, efetuada pelo Sr. Joaquim da Rocha Bezerra, cunhado de sua esposa e responsável pelos bens a serem inventariados.

A escrava ao qual o Dr. Manoel concedeu a liberdade, estava no rol dos bens a serem inventariados e que estavam sobre a custodia do Sr. Joaquim da Rocha Bezerra. A escrava foi presa e a menor retirada da tutela do cunhado. Nada disso, atingiria o Dr. Demetrio, se a jovem em questão não fosse sua prima legitima e o Sr. Joaquim da Rocha Bezerra seu tio.

“Consta-nos que o Dr. Demetrio Bezerra irá a Soure, defender o deflorador de sua prima e o roubador da escrava de seu tio!!”[9]

A sua queda pela boemia e pelos jogos de azar também não foram deixados de lado, e será neste quesito que alem da sua integridade familiar a sua integridade profissional ser aposta em causa.

“Não jogo como s.s. fiado para nunca mais pagar...”[10]

“Lembra-se que quando chefe de policia, do que ficou devendo em diversas bancas de Baden em Nazareth, que ainda hoje esperam pelo pagamento?!”[11]

Mas acusações mais graves eram feitas a respeito do desempenho de suas funções como chefe de policia:

“Lembra-se s.s., ainda quando chefe de policia, quando se dirigia as bancas de baden para examinar o dinheiro dos banqueiros, afim de ver se haviam cédulas falsas?!”[12]

Os ataques e artigos referentes ao Dr. Demetrio eram quase que religiosamente, diários, sendo executados, principalmente por Fiock Romano, Evaristo Lima e um assinante “parente da órfã deflorada”, que fazia referencia a jovem deflorada, em Soure. Dr. Demetrio, poucas defesas fazia as acusações, realizando no mais ataques, hora com a sua própria assinatura, hora como Gilmancio, pseudônimo da discórdia. Essa sua aparente recusa e limitação de defesa, acabou por ceder terreno para os seus inimigos , que intensificaram os ataques e o grau das acusações. A gravidade das acusações alcançara o seu auge, em um artigo publicado em 22 de maio denominado de “Cain”.

“...Quem teve a temeridade de levantar a sacrílega mão para ferir a sua própria mãe é um ente desprezível;

Quem por mais de uma vez tem escandalizado o publico na luta fratricida que tem tido com seu honrado irmão, vitima de seu ódio satânico é um réprobo;

Quem, para pagar dividas de jogo serve-se do cargo de policia para cometer as maiores das infâmias é um miserável...”
[13]

Nada mais baixo poderia ser referido a um homem do que a suposta agressão feita a sua própria genitora. Diante destas acusações o Dr. Demetrio resolveu tomar uma decisão e as cabíveis providências.

“Accedendo a pedidos de amigos a quem muito considero, entre os quaes o exm. Sr. Vice-presidente da província Dr. Domingos Antonio Raiol, tenho resolvido não responder mais aos insultos que pela `Contituição´ me dirige o seu redacto, o Sr. Dr. H. V. Fiock Romano.”[14]

E será nesta mesma tentativa de por uma pedra sobre o assunto, que veremos, pela primeira vez, o Dr. Demetrio se defender, diretamente, das acusações feitas a sua pessoa. Primeiramente em relação a acusação de conflitos com sua mãe, publica parte de uma carta, enviada pela mesma, meses antes de falecer e informa que de fato sua mãe faleceu ao seu lado.

“Soure 17 de julho de 1879

Demetrio,


Desejo que tenhas gozado boa saúde. Eu vou vivendo sempre com a dor no coração. Peço que me digas em que estado esta o negocio da nossa fazenda, pois eu quero retirar-me daqui; quero ver se fico boa fazendo uma viajem para fora da província e so contigo conto para me fazer todo o bem que poderes, o que te hei de agradecer...”
[15]

A segunda acusação que resolveu se defender foi sobre a utilização do cargo publico para a colheita de benefícios. Sr. Demetrio tinha ocupado o cargo de delegado de policia e interinamente o de chefe de policia pelo período de 16 meses. E assim se defende e intima seus adversários:

“...que aponte um facto desonroso por mim praticado nos cargos de delegado e de chefe de policia interino desta província...”[16]

Nos dias que se sucederam a esta declaração de tréguas, ainda foi visível alguns artigos, assinados pelos conservadores, mais muito mas se defendendo do que atacando e com a proximidade das eleições, os olhos do povo se voltaram para outros assuntos...

O povo costuma dizer que: “O jornal de hoje é o lixo de amanha” e assim foi e assim é!

______________________________________________
[1] O liberal do Pará de 14 de maio de 1882
[2] A Constituição 15 de maio de 1882
[3] Idem...
[4] Idem..
[5] Idem...
[6] idem
[7] A constituição de 19 de maio de 1882
[8] A Constituição de 15 de maio de 1882
[9] A Constituição de 22 de maio de 1882
[10] A Constituição 15 de maio de 1882
[11] Idem
[12] idem
[13] A Constituição de 22 de maio de 1882
[14] O liberal do Pará de 24 de maio de 1882
[15] O Liberal do Pará de 24 de maio de 1882
[16] idem

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tristão Pio dos Santos - Presidente da Província do Pará

Tristão Pio dos Santos era filho de Pio Antonio dos Santos e de D. Maria Marciana de Sá, nascido na Colônia do Sacramento, batizado no Rio de Janeiro em 1773. Casado em Lisboa a 20-06-1806, com Gertrudes Carlota das Astúrias, natural de Lisboa, e filha de Antônio Álvares e Gertrudes Rosa.

Realizou seus estudos primários no Rio de Janeiro, transferindo-se depois para Lisboa, onde se alistou como aspirante a guarda-marinha, em 17 de junho de 1791. Em 1796 recebeu os Galões de guarda-marinha, após um curso regular e proveitoso. No mesmo ano, em 05 de novembro, foi promovido a 2º tenente e em 08 de dezembro foi designado para embarcar na Nau "Princesa da Beira", para o necessário estágio de embarque.

A sua vida de marujo desenvolveu-se brilhantemente. Escalou os vários postos, sendo que, o de capitão de Fragata, recebeu como prêmio do Príncipe Regente D. Pedro, por ter sido ele um dos comandantes que trouxeram a Família Real de Lisboa ao Rio, em 1808.

Seguindo a carreira militar ocupou vários cargos em terra e desempenhou várias comissões. Foi também comandante do Arsenal da Baia, por ocasião da Campanha Cisplatina. Recebeu a condecoração de Comendador da Ordem de Aviz em 14 de março de 1826.

Em 1827 foi nomeado Inspetor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Sentindo-se fatigado pela cansativa vida de servidor leal da Marinha foi reformado no posto de vice-almirante, em 23 de outubro de 1832.

No ano de 1837 ocupou a função de Ministro dos Negócios da Marinha (16/05/1837-18/09/1837), durante a Regência de Feijó e somente retirou-se desta pasta ministerial com a queda da Regência.

Neste período, foi amplamente atacado pelos opositores do governo, principalmente por Bernardo Pereira de Vasconcelos e passou a ser conhecido pelos órgãos de imprensa da oposição como Alegrão Ímpio dos Danos.

Chegou a Província do Pará com quase 70 anos de idade e tomou posse da administração no dia 4 de novembro de 1840. Poucos dias depois de chegar foi acometido de grave moléstia, mas mesmo assim não deixou a administração da província, mantendo-se no poder ate o dia de sua morte em 24 de fevereiro de 1841. Seus restos mortais foram sepultados na Igreja da Irmandade Militar.

Foi durante seu governo que a execução do Decreto de anistia aos elementos que fizeram parte da Cabanagem, foi concebido e posto em pratica.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Barão de Igarapé-Miry


Antônio Gonçalves Nunes era filho do Capitão José Antônio Nunes e de Gertrudes Rosa da Cunha Ledo, tendo nascido em Belém do Pará em 28 de julho de 1817 e falecido em 21 de novembro de 1898 na mesma cidade.

Perdeu o pai ainda bastante moço, nos conflitos oriundos da Adesão do Pará a Independência do Brasil, tendo sido criado pela mãe. Exercendo a função de guarda entrou em combate por ocasião da capital do Para ser tomada pelos cabanos em 1835, do qual saiu ferido; depois serviu sucessivamente de vogal da junta de justiça militar, para alguns dos cujos julgamentos foi designado relator; na Guarda Nacional foi lhe dada à patente de tenente.

Formado em Direito pela Faculdade de Olinda em 1844, ao regressar ao Pará, ingressou na vida política, onde permaneceu ate seus últimos dias. Foi um dos chefes do Partido Conservador da Província do Grão Pará, juntamente com o cônego Siqueira Mendes, Raimundo José de Almeida, Raimundo Clementino de Castro Valente, Francisco Carlos Mariano e outros.

Foi eleito deputado à Assembléia Provincial em diferentes legislaturas. Nas eleições de maio de 1852 para deputado Provincial, acaba por ficar como primeiro suplente, do mesmo modo que o comendador Domingos Borges Machado Acatauassú, que mais tarde viria a ser seu sogro, sendo porem que este ocupou a 25ª colocação da suplência .

Sua entrada oficial na Assembléia será na legislatura de 1854, que teve sua abertura em 15 de agosto deste mesmo ano. Nesta legislatura serviu de 1° secretario, e função que desempenhou ininterruptamente, com exceção de 1855, ate 1863. No fim do mandato de 1863 retirou-se da Assembléia Legislativa, retornando somente a esta casa no ano de 1868, sendo reeleito em 1869, para em 1870, assumir sua presidência.
Será no ano de seu retorno a Assembléia Legislativa , que ira apresentar, juntamente com João Lourenço Pais de Sousa, uma petição do ex-líder da Cabanagem, Eduardo Nogueira Angelim, para que o Governo o indenize pelo terreno, de sua propriedade, onde se iniciava a construção de um palacete do Governo .

Dr. Nunes ocupara o cargo de presidente consecutivamente por 3 vezes, sendo nas legislaturas de 1869 a 1872. Servindo sempre com dignidade e sobre a admiração de seus pares.

No final de seu mandato de Deputado e Presidente da Câmara, já se encontrava um pouco decepcionado e desiludido com a política, ocorrendo alguns desentendimentos com alguns membros do se partido, o Conservador, e com o próprio Cônego Siqueira Mendes. Mesmo assim se lança candidato para o ano de 1873, saindo novamente vitorioso e sua credibilidade confirmada pelas urnas.

Suas relações com o Cônego começam a se deteriorar, e mesmo sendo do mesmo partido, passa a criticar a política adotada por seu correligionário. No final deste mandato resolve se afastar do partido Conservador e do cenário político, levando consigo seu prestigio, estima e respeito. Seu exílio, voluntário da Câmara, será, desta vez de 9 anos.

Durante seu afastamento da Assembléia Legislativa foi presidente da Comissão de Colonização Estrangeira, e como tal teve também a seu cargo o alojamento e acomodação dos retirantes cearenses, no decurso da crise ultimamente ocasionada pela seca na província do Ceará, e a aplicação ou execução dos socorros públicos.

É condecorado com o oficialato da Imperial Ordem da Rosa, que lhe foi dado em carta de 12 de julho de 1876, por ocasião dos serviços que prestou a colonização estrangeira e o titulo Barão de Igarapé-Mirim, pelo mesmo motivo por decreto de 3 de março de 1883.

Mesmo estando a desempenhar outras atividades e seus negócios, não conseguiu manter-se afastado muito tempo da política e com a aproximações das eleições para a assembléia, referentes ao ano legislativo de 1882, e o visível enfraquecimento do partido conservador, muitos elementos deste partido, resolveram solicitar o retorno do Dr. Nunes, e sua candidatura. Apesar de suas negativas e de sua vontade de permanecer fora do cenário político, será eleito, mostrando que nem o tempo foi capaz de apagar, na memória do povo o seu valor .

Ocorreu que o seu retorno não foi como esperava. Rapidamente, impasses começam a surgir entre ele e seus correligionários. A presidência da assembléia será ocupada, pelo cônego Siqueira Mendes, responsável pela desilusão de Nunes há 9 anos. Novamente insatisfeito com o andar da política, resolve tomar uma medida de imparcialidade e de não comparecimento as seções da Assembléia, que lhe renderá duras criticas.

Neste mesmo ano, a reputação de seu genro será gravemente abalada, e ameaçada, ocorrendo por parte dos inimigos de seu genro, citações e insinuações sobre a conduta de Nunes, quanto a sua honestidade e a origem de sua vasta fortuna. Mas mesmo assim sua imagem pública não foi abalada e encarando o eleitorado, volta a ser reeleito consecutivamente por mais 5 vezes .

Em sua ultima legislatura, já encontrasse com a avançada idade de 70 anos. Com a Proclamação da República vai se filiar ao Partido Democrata, porem nunca mais será visto a desempenhar funções legislativas.

A idade já não lhe permite realizar todas as atividades de outrora, mas mesmo assim no ano de 1897, prestes a completar 80, vai ser chamado por seu partido para concorrer como vice-governador, na chapa de oposição à José Paes de Carvalho. Foi uma derrota esmagadora, foram somente 2.045 votos, frente aos 21.367 de Antônio Nicolau Monteiro Baena. Eram outros tempos, outros, homens.. um novo século estava por vir e 50 anos já haviam se passado, desde que pela primeiro vez, o velho Barão tinha adentrado nos palácios do Governo.

Concomitantemente ao político existia o educador, Antonio Gonçalves Nunes era fissurado pelas letras e muito criticado pelo seu vocabulário erudito. Serviu o lugar de diretor da Instrução Pública da Província, o de membro do conselho diretivo da mesma instituição, o de presidente das mesas de exame de Retórica, Filosofia, Francês e Português. Irá se aposentar no exercício destas funções.

No ano de 1846 vai participar, juntamente com outros intelectuais da Província, da Fundação da Sociedade Phylomatica Paraense, esta sociedade tinha por finalidade o progresso das Belas Letras, da arqueologia, da história e da geografia da província. Esta mesma sociedade vai dar origem a um jornal que teve sua primeira edição impressa a 30 de setembro de 1846, e no qual Antonio foi fiel colaborador, deixando para posteridade diversos artigos.

Juntamente com o Visconde de Nazaré, o Barão de Muaná, e o presidente da província, o Visconde de Maracaju, apoiou e tentou arrecadar recursos para os experimentos, dos balões, de Júlio César Ribeiro de Sousa.

Escreveu durante algum tempo na imprensa, expondo sobre as vantagens que podem auferir do cuidado e desenvolvimento da agricultura, que considerava como uma das fontes da riqueza publica. É o autor da obra “O cônego Manoel José de Siqueira Mendes e as ruínas do Pará”, publicado pela Typ. Commercio do Pará, em 1875.

Casado com Rita Gonçalves Acatauassú , filha do Comendador Domingos Borges Machado Acatauassú e de Dona Ana Teresa Gonçalves Acatauassú; com quem teve 3 filhos: Antônio Acatauassú Nunes, Rita Acatauassú Nunes Bezerra, casada com Demétrio Bezerra da Rocha Morais, e Domingos Marcellino Acatauassú Nunes.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cônego Político ou Político Cônego? - Siqueira Mendes


Manuel José de Siqueira Mendes, nasceu em Cametá em 6 de dezembro de 1825, sendo filho de Francisco José de Siqueira Mendes e Maria do Carmo Brito Mendes.

Seus estudos primários ocorreram em sua cidade natal, passando posteriormente para o seminário de Belém, por influência de Dom Romualdo Coelho, onde recebeu as ordens de presbítero. Será na administração de Dom José Afonso de Morais Torres que será nomeado secretário do bispado e pouco depois cônego da Sé de Belém.

Está intimamente ligado ao magistério, onde desempenhou as funções de lente de Teologia e Moral do Seminário e de latim no Liceu Paraense, neste último aposentou-se em 21 de abril de 1871. Juntamente com Antônio Gonçalves Nunes e outros, realizou a fundação do Colégio Santa Cruz em Belém, que mais tarde passou a chamar-se Colégio Paraense. Em sua terra natal, fundou outra instituição de educação, também chamada de Colégio de Santa Cruz.

Amado por muitos, odiado por outros, o Cônego Siqueira Mendes, era um homem energético, alimentado por ideais que muitas vezes não foram compreendidos por seus pares. Iniciou sua vida política junto ao partido liberal, mas rapidamente passou para o conservador, onde em pequeno espaço de tempo, impulsionado por seus ideais e sagacidade, passa a desempenhar papel de destaque, tornado-se a partir da década de 70, um de seus indiscutíveis chefes. Uma década depois era chamado de o chefe único do partido conservador do Pará.

Por diversas vezes foi eleito para a Assembléia Provincial, onde em alguns mandatos, desempenhou a função de presidente da casa. As disputas entre liberais e conservadores, sempre marcaram a política paraense, chegando-se a afirmar que dentro da província não existiam partidos políticos, mas sim interesses pessoais alimentados pelas presidências. Eram verdadeiras brigas pessoais, onde todos eram atacados tanto no âmbito público como privado.

O cônego em nenhum momento esteve distante deste tipo de política regional, sofrendo freqüentes ataques de seus opositores e no início da década de 70, tendo que enfrentar uma cisão dentro de seu partido, o que levou a criação de uma sociedade opositora a sua liderança e ao nascimento do partido Católico, liderado por Dr. Pinheiro e o futuro Barão de Igarapé Miry.

Esteve na capital do império, por 4 vezes a ocupar uma das cadeiras da Deputação Geral, onde brigou energeticamente por políticas e medidas que visavam o engrandecimento da província que representava.

Foi nomeado vice-presidente da província do Pará e deste modo foi chamado, algumas vezes para desempenhar o exercício da presidência. Em todos os momentos foi amplamente atacado e suas políticas contestadas por muitos. Não se esquivava de enfrentar seus opositores e de defender seus ideais, mesmo que para isso fosse necessário enfrentar a própria população da província.

Nos finais da década de 60, teve que enfrentar o movimento dos liberais, em 72, declarou guerra aberta ao então presidente da província Abel Graça e ao presidente da Assembléia Provincial, e nos primórdio da década de 80, durante a sua presidência na câmara, teve que enfrentar armadamente o levante popular contra as resoluções votadas na assembléia.

Seu nacionalismo exacerbado, também lhe rendeu duras criticas, uma vez que foi, ferrenho defensor do fim do monopólio do comércio por estrangeiros, e assim seu nacionalismo foi confundido com xenofobia.

Ocupou, o Sr. Cônego Siqueira, eminete posição no Brasil, sendo senador representante da terra que lhe foi berço. Por 3 vezes tinha feito parte da lista tríplice para ocupar uma das cadeiras vitalícias do senado, porem mesmo sendo o mais votado de todas elas, sofreu o dissabor de não ser escolhido pelo imperador, em favor de homens de menor prestigio. Somente em 1886 recebera o tão merecido reconhecimento e será elevado ao nível dos mais altos políticos do império, onde se manteve até a proclamação da república.

Com a proclamação da Republica, o chefe único do partido conservador no Pará, declarou a extinção do partido do trono e do altar e a incorporação de seus membros nos novos partidos políticos, como o democrata e o republicano, para assim engrossar as fileiras do novo regime e facilitar a transição. Para muitos foi o último e maior erro que cometeu em sua vida política.

Inconformado com o andar da política e dos negócios públicos, ainda tentou organizar o partido nacional, e criou um órgão na imprensa, visando divulgar sua contestação e organizar a oposição, porém o peso da vida lhe tolheu os anseios.

Jamais curvou-se ante homem algum, mas o peso dos anos e a vida conturbada, lhe renderam uma grave moléstia, que acarretou na sua retirada da vida publica e a busca de melhores ares na província do Ceará. Foi na Capital desta província e afastado da terra que lhe ofereceu berço, que veio a falecer em 6 de março de 1892, um dos maiores vultos paraense.

Durante toda sua vida política, péssimo juízo foi traçado a seu respeito e a sua honestidade, porem tudo isso foi ultrapassado, quando se verificou o estado de miséria em que encontrava-se no momento de sua morte, estando desprovido de bens materiais e desapegado como sempre o foi.

Foi um homem trabalhador, batalhador vitorioso, exemplo de constancia e afervo a disciplina, que teve uma vida tumultuada e muitas vezes fruto de polemicas. As opiniões e apreso a sua figura, não são unânimes, porém a historia de nossa política e sociedade, reserva-lhe lugar honroso em suas paginas.

Foi deputado provincial, deputado geral, vice-presidente de província e senador do Império do Brasil de 1886 a 1889.

Antonio Acatauassú Nunes


Antonio Acatauassú Nunes, nasceu na cidade de Belém, em 31 de Março de 1861, sendo o filho primogênito do dr. Antonio Gonçalves Nunes e de Rita Gonçalves Acatauassú, que posteriormente receberam o titulo de nobreza de Barão e Baronesa de Igarapé-Mirim.

Na cidade de Belém, executou seus estudos primarias e secundários, sobre a orientação de seu pai. E quando no momento de escolher a carreira que iria seguir, optou pela mesma do genitor, a advocacia. Com esse intuito matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife onde se graduou em Direito, no ano de 1882, mesma turma em que se formou o jurista Clóvis Beviláqua.

Ao retornar para Belém, ingressou na magistratura, desempenhando a função de juiz substituto, sendo posteriormente nomeado para a função de Juiz Federal do Pará, onde se manteve até a aposentadoria.

Contraiu núpcias com Laura Rodrigues Campos, sua prima e filha do engenheiro Antonio Joaquim de Oliveira Campos. O casal teve diversos filhos, entre eles o Dr. Antonio Acatauassú Nunes Filho, prestigiado medico e professor catedrático da Faculdade de Medicina do Pará, Laura Campos Acatauassú Nunes, Candida Acatauassú Nunes, Raul Acatauassú Nunes, Genaro Acatauassú Nunes e Paulo Acatauassú Nunes

Exerceu a função de Procurador Geral do Estado e junto ao Colégio Paes de Carvalho, foi representante do governo federal como delegado.

No ano de 1901, juntamente com outros bacharéis de direito e membros do poder judiciário do Pará, fundou o Instituto Teixeira de Freitas, órgão responsável a tomar as medidas no sentido de realizar a fundação da Escola Livre de Direito. Em 31 de março de 1902, foi oficialmente instalada a Faculdade Livre de Direito. Nesta instituição era professor catedrático de Direito Comercial, sendo ainda seu primeiro Diretor.

Em 1908, estava no poder o governador Augusto Montenegro, que se encontrava em conflitos com o seu partido, liderado por Lemos. O Dr. Antonio Acatauassú Nunes, filiado ao partido e amigo intimo de Antonio Lemos, acreditava que seria indicado para a sucessão governamental, uma vez que também mantinha estreitos laços de amizade com o atual governador. Em agosto uma lista tríplice foi apresentada, sendo o Dr. Acatauassú Nunes o primeiro da lista, porém a escolha de Montenegro recaiu sobre João Coelho, o que levou com que o Antonio Acatauassú Nunes, cortasse relações com ambos.

Posteriormente ao incidente da sucessão Antonio Acatauassú Nunes, foi eleito, duas vezes, consecutivas, senador estadual.

Em 30 de julho de 1927, Antonio Acatauassú Nunes faleceu no Rio de Janeiro, sendo seus restos mortais transladados para a capital do Estado do Pará e conservados no mausoléu do Barão de Igarapé Mirim, no cemitério da Soledade.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Desembargador Antonio Bezerra da Rocha Moraes


Nasceu em Bragança, sendo filho de Francisco Bezerra da Rocha Moraes e D. Leonarda Maria da Conceição Bezerra . Fez seus estudos secundários na capital da Província. Posteriormente embarcou para Recife onde cursou a faculdade de Direito, titulando-se Bacharel em 1871. Neste mesmo ano retorna ao Pará, onde vai assumir a promotoria publica da capital, por ato de 19 de dezembro.

No desempenho de sua função na promotoria, foi designado em 31 de julho de 1873, para desempenhar a função de juiz municipal de Soure. Vai ser nomeado em 6 de junho de 1874, com posse no dia 22 do mês seguinte, para desempenhar a função de juiz municipal em Belém.

Era conhecido por seu temperamento forte, estando desde muito novo envolvido em conflitos pessoais, tendo entrado em desentendimento com companheiros de faculdade. A partir de 1878, passa a ser inimigo de seus irmãos Demetrio Bezerra da Rocha Moraes e do coronel Francisco Bezerra de Moraes Rocha. Esse desentendimento ocorreu devido à disputa eleitoral em Soure.Este conflito perdurou por muitos anos, ocorrendo uma verdadeira guerra, onde os órgãos de imprensa de cada partido defendiam um dos lados.

Como chefe do partido conservador de Soure, acaba por entrar em conflito com o chefe do Partido Católico da Villa, o Reverendo J. Esperança. Conflito este que chega, ao confronto físico, no dia 4 de janeiro de 1880 .

O Dr. Antonio Bezerra da Rocha Moraes, exerceu o mandado de deputado geral pela província do Pará, sendo membro do partido conservador.

Foi nomeado juiz em igarapé-mirim, da 1ª entrância, em 23 de agosto de 1886, entrando assim na carreira da magistratura. Vai retornar a Soure, em 22 de agosto de 1890, em 2ª entrância.

Com a proclamação da Republica vai assumir a função, através de nomeação, de 1° presidente do Conselho de Intendência de Soure, se mantendo de 1889/1890.

Exerceu a Chefia de Policia em Belém, por nomeação de 1 de julho de 1898, se mantendo no cargo ate 17 de janeiro de 1899. Foi neste período que estalou o caso Vitoria de Paula de Soure.

Em 19 de junho de 1891, de acordo com o que estava expresso na nova Constituição Estadual, foi baixada a nova organização do judiciário e por decreto de 20 de junho de 1891 o Dr. Antonio passa a ser membro do Tribunal Superior de Justiça, no posto de desembargador, aonde vai manter-se por 10 anos. Retirou-se por motivos de moléstia, no dia 17 de abril de 1901, não tendo mais condições de voltar às atividades judicantes.

Foi delegado do Brasil ao Congresso reunido na “Société Genéral des Prisions” de Bruxelas, em 19 de Abril de 1899. Publicando posteriormente o Trabalho: “Os Systemas Penitenciários”
“Estudo sobre os Systemas Penitenciários”.

Costumava escrever para o jornal “A Folha do Norte”, sobre assuntos de Direito penal.

Juntamente com os irmãos era proprietário de terras no Marajó, no município de Soure. No ano de 1884, buscando a melhoria de seus rebanhos, manda buscar em Holstein (Hamburgo), novilhos de raça, gado este que chega a província a bordo do vapor “Maranhese”

Casou-se com Dona Florisbella, tendo os seguintes filhos: Dario, Antonio, Mario , Malvina , Florisbella, Olympia, Angela, Lucilla e Anna Bezerra.

Viaja por alguns anos pela Europa, buscando melhoria em seu estado de saúde, vindo posteriormente a se estabelecer na capital da Republica. Faleceu em 27 de novembro de 1908, no Rio de Janeiro, sendo embalsamado e seu corpo enviado para Belém, onde foi sepultado em Mausoléu próprio no Cemitério de Santa Isabel.